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terça-feira, 5 de maio de 2009

Redação de inglês

A primeira redação de inglês de Lelê ninguém esquece - parodiando a publicidade do primeiro sutiã. É redação bem primária, de quem faz realmente o primário do idioma inglês. Maurinete deu uma mãozinha só para aparar as arestas.
MY LIFE:
My name´s Letícia. I m 10 years old. I´am tall 1,146 m and my eyes are brown. My birthday is september 12. I study in Moraes Rêgo school. My favorite color is red and my favorite sport is cycling, my favorite movie star is Angelina Jolie. My favorite musical grup is R.B.D. R.B.D. live in mexico. I love RBD.
Maurinete estava dando uma olhada/revisada no caderno de português de Lelê e encontrou um exercício em que uma resposta estava escrito em tom bem objetivo e, porque não dizer, bem desleixado: “sei lá!”.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Hora do Angelus

Estava Lelê cantando a música ´Tropicália´, de Caetano Veloso, de cabo a rabo, e Maurinete observou que quem a visse cantarolando assim, toda letra com suas devidas pausas, diria que Lelê seria filha de músicos, o que estamos distantes anos luz dessa qualidade. Não toco nem sino, muito menos Maurinete. Lelê sabe essa música, e várias outras de Caetano e mais Milton Nascimento, Jorge Bem, Chico César, e outros, de tanto serem rodados no meu carro quando estamos nos deslocando para algum lugar. Como gostamos muito dessa troupe e congêneres é natural que, ela que tem bom ouvido para música, acredito, aprenda rapidamente. Mas fiquei surpreso que dia desses, às dezoito horas, estávamos indo não sei para onde, no carro, e ela rapidamente sintonizou a rádio Atividade, uma rádio de músicas sertanejas, para ouvir exclusivamente aquela música, típica para as dezoito horas pontualmente, que não sei se o nome é Hora do Angelus (Toque das Ave Marias) ou algo parecido. Eu também gosto dessa música e lhe mostrei que a Super Rádio Brasília FM também toca. O ouvido de Lelê vai do clássico ao sertanejo, sem preconceitos estilísticos musicais, como geralmente muitos adultos como nós as vezes temos.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Escolambação

Hoje teve uma cena hilariante na escola de Lelê, ou melhor, sinistra, como ela costuma falar. A professora xis estava sentada em sua cadeira na sala de aula, e, por um descuido, ou um desleixo no sentar, Lelê não sabe bem, só sabe que de repente a prof. –palavra que ela gosta de usar de forma reduzida – deu uma cambalhota, virou de perna pro ar. Disse ela que a galera foi a delírio na risada. A zombaria foi geral. A prof. pagou o maior mico. A sorte é que ela estava vestida de calça comprida. “Pô, pai, já imaginou se ela estivesse de saia ou vestido? Ia ser o mó barato!”. Quem não gostaria de ver uma situação dessas? Até quem tirou nota dez no bimestre. Seria ela a professora maluquinha ou desleixadinha? Seria genial que, uma vez no ano toda escola tivesse seu momento de escola maluquinha. Um dia de perna pro ar. Um dia em que a diretora deixasse sua saia cair em pleno pátio com todos os alunos ouvindo avisos da comandante. O riso seria contido ou seria uma explosão de alegria? O dia em que os professores não conseguissem se expressar corretamente, falando tudo errado e causando zombaria da molecada. O dia em que os alunos não tiveram aula porque passaram todos os horários das aulas gargalhando com as mancadas dos professores e funcionários. O dia em que o melhor professor da escola, admirado por todos, se cagou nas calças em pleno estrado da sala ao contar uma piada em que ninguém riu. No dia em que...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

De pijama na aula

Maurinete arregalou os olhos quando viu Lelê chegar em casa da aula do Kumon, rindo, vestida de pijama, como se estivesse pronta para ir dormir, por volta das dezenove horas e trinta minutos. Ela, Mauri, tinha saído pro Plano Piloto antes que estivéssemos ido pra aula.
Mauri: Minha filha de deus, o que foi isso?
Dudu: Eu sugeri que ela fosse pra aula do Kumon de pijama e eu lhe daria dez reais, e ela topou.
Lelê estava morrendo de ri.
Mauri: Você está louca, minha filha?
Lelê: Foi o maior barato, mãe. Todo mundo ficou rindo de mim e tia Elaine – coordenadora – ficou o tempo todo perguntando o que isso significava.
Mauri: Pois vá entrando na onda de seu pai! Você sabe que ele é doido com essas loucuras!
LL: Mas foi o maior barato, mãe! Repetia Lelê.
Desvendando o mistério: acontece que quando estávamos indo pro Kumon Lelê levava seu pijama numa sacola e eu perguntei pra que que ela estava levando aquela roupa, e ela não quis responder. Fiquei na minha. Após a aula do Kumon, quando já estávamos dentro do carro, ela começou a se trocar, queria ganhar tempo quando chegasse em casa e não mais se trocar de roupa. Mauri acreditou perfeitamente nessa estória de que Lelê estava na aula do Kumon vestida de pijama. Só mais tarde é que revelamos toda artimanha de Lelê.

domingo, 26 de abril de 2009

Teatro de cantinga

Assim que terminamos o almoço, mesmo chovendo nessa Brasília infindável de tanta chuva, fomos ao teatro. Letícia estava muito querendo ver o Cantigas de Roda no teatro de uma escola do Sudoeste. Adeus, televisão vespertina modorrenta; adeus, leitura de jornal recheado de escândalos senatoriais; adeus, chuvas que banham o Lago Paranoá; adeus, soneca digestiva de lasanha; adeus continuidade de minha leitura do História do Cerco de Lisboa do José Saramago; adeus, sessão cinematográfica em dvd de Lelê do A Era do Gelo 1 – acredito que já pela sexta vez, no mínimo; adeus, possível caminhada numa tarde provável de sol de Maurinete pela ruas sobe-e-desce do nosso condomínio. Ih, caramba, a chuva está aumentando mas mesmo assim fomos ao teatro infantil. Dezesseis atores – crianças e adolescente – encenaram a costura de textos sobre cantigas de roda. Se essa fosse minha... Atirei o pau no gato... O primeiro, foi Maria... ... A idéia foi genial, a interpretação dos atores amadores melhor ainda, e o aconchego do teatro pequeno de uma escola foi legal. Lelê adorou, não parava de falar sobre a peça quando já estávamos de retorno para casa. Muitos pais com seus pimpolhos com certeza se identificaram com as canções e, os pimpolhos, se não são cantigas de sua época, mesmo assim gostaram pela dinâmica do espetáculo e o humor presente da peça. A molecada de atores e atrizes, alunos de teatro da Escola Moraes Rego e dessa escola do Sudoeste, mandaram o recado convincentemente. O diretor é o professor da disciplina de teatro de Lelê em sua escola. O cara realmente é bom, pois pra pegar essa gurizada e fazer com que ela desse esse show é porque sabe trabalhar com jovens. Lelê já tava querendo ver a peça mais uma vez. Pela reação do público de casa cheia, senti que valeu a pena. Gosto muito de ver interpretação teatral por crianças e jovens. Parece que tem um quê de espontaneidade que encanta.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Nota baixa

Lelê chegou em casa toda contente. Também pudera, seu professor de matemática leu as notas de sua turma em sala de aula, e, segundo ela, sua nota foi noventa! Já chegou e correu ao telefone para contar a novidade à mãe. Neide, nossa secretária, observou um “tá vendo Lelê, quem estuda tira boa nota!”. É que Neide viu eu dando uma pegada na matemática com ela. Já em inglês sua nota foi apenas 63, o que não é suficiente para ser aprovada. A Thomas Jefferson exige 75 como nota mínima para aprovação. Mas mesmo assim gostei da nota dela, pois para quem nunca estudou o idioma de Barack Obama na vida, tá bom. Tenho certeza que ela se recuperará. Resta saber as outras notas, que no próximo sábado serão dadas para os pais lá na escola. Aqui em casa não há repressão porque se tira nota baixa, e sim reforço escolar. Passamos a dar mais atenção nos estudos dela, conversar que é bom estudar para se recuperar para não se ter a chatice das tais recuperações e não atrasar nossas férias no fim do ano. Mesmo que Lelê tire nota baixa aqui e acolá isso não significa que vamos deixar de levá-la ao cinema, ao teatro, à exposições, etc. Nossa resposta é falação e estudo sem aporrinhação.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dor de dente

O tempo do resultado das coisas para as crianças tem que ser instantâneo, com lógica ou sem lógica, sem meias palavras, sem vergonha para nada, sem educação idem no entendimento do adulto.
Lelê estava com dor de dente, estava quase chorando, a mãe prometendo que ia passar, que ia levá-la ao dentista mas que ela, Lelê, é lógico, não iria querer ir, fugindo do dentista como toda criança – e muitos adultos - que não quer nem de longe ouvir o ziiiimmmmm da broca a ser introduzida na boca do paciente. Então, tudo bem, vamos tomar remédio para passar a dor de dente. Já na cama para dormir Maurinete deu algumas gotas de remédio – podia até ser água com açúcar que o efeito psicológico iria sanar a dor de dente de Lelê – e Lelê bebeu misturadas a um pouco d´agua, e, mau engoliu o remédio já perguntou pra mãe:
Lelê: Mas a dor não sumiu, mãe!
Mauri: Mas que é isso, filhinha, o remédio ainda nem desceu até a sua barriga.
LL: Mas eu já tomei o remédio, mãe!
Mauri: Sim, filha, mas o efeito não é assim de imediato!
LL: Ah, droga!