Lelê: Pai, vem cá. Quem fez isso?
Lelê me interrogou com uma cara de meio riso no canto da boca de “foi você que aprontou isso?”.
Eu: Noooossssaaaa, que menina mais traquina! É uma peralta! Como foi que ela conseguiu fazer isso? Como se explica que ela tenha essa capacidade para tal?
Lelê fica me ouvindo como se estivesse desconfiada do que estou falando, batendo as pontas dos dedos de um pé no chão repetidamente, e como se estivesse a dizer que eu não tenho jeito mesmo.
Eu: Eu juro, minha filha, que não foi eu. Garanto que foi atitude dela mesma.
E me olhando com o rabo de um olho me intimida à explicações.
A questão é que quando ela entrou em seu quarto deu de cara com sua boneca de pano na posição de pé-de-bananeira, ou seja, aquela posição que a gente faz quando é criança, que fica com as duas mãos apoiadas no chão e ficamos de cabeça para baixo em relação ao chão.
Enquanto ela distrai um pouco lá por baixo volto ao seu quarto e invento outras posições com suas bonecas.
Agora coloquei a boneca por entre a colcha da cama, aparecendo apenas a cabecinha dela, como se estivesse olhando curiosamente quem chegasse no quarto de Lelê. Depois só ouço a voz:
Lelê: De novo, pai!
Ela grita e quando chego no quarto ela adora que eu mudei a posição da boneca. Mais tarde um pouco ela não mais está no quarto, está lá embaixo novamente, de propósito, se disfarçando para dar tempo para eu ir lá colocar a boneca em uma nova posição. Então peguei uma outra bonequinha, menorzinha, e encaixei nos braços da boneca de pano, como se fosse uma mãe cuidando de seu filho no colo, sentada na cama junto ao travesseiro.
Lelê: Ô pai, você não tem jeito! Fala com sorriso entreaberto.
Em outras vezes já tentei colocar a boneca com um dedo no nariz, mas não sustenta; com os braços abarcando o violão de Lelê, mas não deu; pregada no teto, mas foi impossível; como se estivesse dando uma banana, mas seus braços são flexíveis demais; ah, consegui colocar um livro entre suas mãos e braços como se fosse uma leitora devoradora de livros e já coloquei gibi também.
Já que eu não vou brincar de bonecas com Lelê, eu simulo as bonecas brincando para elas poderem brincar com Lelê.
Lelê me interrogou com uma cara de meio riso no canto da boca de “foi você que aprontou isso?”.
Eu: Noooossssaaaa, que menina mais traquina! É uma peralta! Como foi que ela conseguiu fazer isso? Como se explica que ela tenha essa capacidade para tal?
Lelê fica me ouvindo como se estivesse desconfiada do que estou falando, batendo as pontas dos dedos de um pé no chão repetidamente, e como se estivesse a dizer que eu não tenho jeito mesmo.
Eu: Eu juro, minha filha, que não foi eu. Garanto que foi atitude dela mesma.
E me olhando com o rabo de um olho me intimida à explicações.
A questão é que quando ela entrou em seu quarto deu de cara com sua boneca de pano na posição de pé-de-bananeira, ou seja, aquela posição que a gente faz quando é criança, que fica com as duas mãos apoiadas no chão e ficamos de cabeça para baixo em relação ao chão.
Enquanto ela distrai um pouco lá por baixo volto ao seu quarto e invento outras posições com suas bonecas.
Agora coloquei a boneca por entre a colcha da cama, aparecendo apenas a cabecinha dela, como se estivesse olhando curiosamente quem chegasse no quarto de Lelê. Depois só ouço a voz:
Lelê: De novo, pai!
Ela grita e quando chego no quarto ela adora que eu mudei a posição da boneca. Mais tarde um pouco ela não mais está no quarto, está lá embaixo novamente, de propósito, se disfarçando para dar tempo para eu ir lá colocar a boneca em uma nova posição. Então peguei uma outra bonequinha, menorzinha, e encaixei nos braços da boneca de pano, como se fosse uma mãe cuidando de seu filho no colo, sentada na cama junto ao travesseiro.
Lelê: Ô pai, você não tem jeito! Fala com sorriso entreaberto.
Em outras vezes já tentei colocar a boneca com um dedo no nariz, mas não sustenta; com os braços abarcando o violão de Lelê, mas não deu; pregada no teto, mas foi impossível; como se estivesse dando uma banana, mas seus braços são flexíveis demais; ah, consegui colocar um livro entre suas mãos e braços como se fosse uma leitora devoradora de livros e já coloquei gibi também.
Já que eu não vou brincar de bonecas com Lelê, eu simulo as bonecas brincando para elas poderem brincar com Lelê.